penitenciando-me dos meus pecados,
das minhas desventuras.
E perco-me no meio das multidões,
de seres como eu, desencontrados
das suas venturas.
Descerro a cortina que me envolve,
para ver p’ra’lém de mim,
p’ra’lém do além,
e tudo o que vislumbro se dissolve
como um sonho que chegou ao fim
com desdém.
E eu que pensei que o vazio era vazio
para ver p’ra’lém de mim,
p’ra’lém do além,
e tudo o que vislumbro se dissolve
como um sonho que chegou ao fim
com desdém.
E eu que pensei que o vazio era vazio
de esplendor, de beleza, de felicidade,
de coração...
É o porto de abrigo do meu navio
que deu à costa co’a tempestade
em dia não.
Joel Mendes
de coração...
É o porto de abrigo do meu navio
que deu à costa co’a tempestade
em dia não.
Joel Mendes
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